Quantos jovens portugueses vão ficando para trás?

Quantos jovens portugueses vão ficando para trás?

Os números divulgados pelo CNE e a leitura do artigo de Francisco Vieira e Sousa no CM recordam-nos o cancro do insucesso escolar em Portugal e a necessidade de uma resposta rápida através da prevenção. Divulga o CNE que só cerca de metade dos alunos que frequentam o 12ª ano têm a idade certa e que 1 em cada 8 chumbou, pelo menos, 3 vezes.
Em Julho de 2011, o jornal Expresso deu nota de um importante estudo encomendado pelo Ministério da Educação e desenvolvido pela Dra. Teresa Seabra com o titulo “O impacto das turmas com Percursos Curriculares Alternativos no Ensino Básico e dos Planos de Recuperação, de acompanhamento e de desenvolvimento no sucesso escolar”. O estudo avalia, entre outros aspectos, o impacto das estratégias de intervenção e analisa a taxa de chumbos por tipo de estabelecimento de ensino. Recordamos aqui a curta noticia do Expresso onde se apresentam alguns dados por tipo de oferta de ensino. O FLE tem desenvolvido vários esforços para a consulta deste estudo, recentemente foi-nos informado que o estudo só poderá ser divulgado após um seminário para a sua apresentação pública.
Enquanto aguardamos, contribuímos com  o recentíssimo guião publicado pela National Foudation for Educational Research (NFER) com orientações para a analise e actuação em situações de prevenção, sua avaliação e medição de impacto tendo em conta a sua eficiência educativa e económica “Developing a business case for early interventions and evaluating their value for money” de Ben Durbin, Shona Macleod, Helen Aston e George Bramley.
Até lá, os 77 mil chumbos no ensino básico acrescidos dos 41.500 no ensino secundário, levam-nos a questionar: a cada seis meses quantos jovens portugueses vão ficando para trás?

Informação do Fórum para a Liberdade de Educação