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Plano para o Ensino a Distância (E@D)

Plano para o Ensino a Distância (E@D)

Num momento em que a Escola se encontra com as atividades presenciais letivas e não letivas suspensas, devido à pandemia “novo coronavírus – COVID-19”, e estando todos os docentes da EITV em modalidade de teletrabalho, é primordial implementar uma política educativa, ao nível da prática pedagógica online, coesa e coerente, por forma a uniformizar, procedimentos.

Tendo em consideração o atual contexto, face ao isolamento presencial, a colaboração entre docentes faz agora, mais do que nunca, todo o sentido. Pretende-se, assim, orientar e facilitar o trabalho colaborativo, criando uma proximidade virtual, a fim de acompanhar e apoiar o restante ano letivo que se afigura, eventualmente online.

Neste sentido, definem-se estratégias de gestão e liderança, seguindo as orientações do Ministério da Educação através do documento “ROTEIRO – 8 Princípios Orientadores para a Implementação do Ensino a Distância (E@D) nas Escolas”. Neste contexto a Escola Internacional de torres Vedras (EITV) apresenta os princípios orientadores para o trabalho pedagógico à distância, indicações sobre o apoio técnico e pedagógico e a monitorização e avaliação do plano.

A)  Definição das estratégias de gestão e liderança

 Em todas as organizações e nomeadamente na situação atual, as estruturas de liderança, nomeadamente as estruturas intermédias, Direções de Ciclo e Diretores de Turma detêm um papel primordial no apoio pedagógico aos docentes e na definição de estratégias que permitam manter o contacto regular com os alunos, consolidar as aprendizagens já adquiridas e desenvolver novas aprendizagens.

Deste modo, cabe a cada grupo disciplinar definir os conteúdos essenciais a abordar e, a cada docente, adequar as estratégias às características da turma.

B)  Princípios orientadores para o trabalho pedagógico a distância

 1.  Conceção de Recursos

 a. Desenhar um plano de trabalho que tenha em consideração se todos os alunos têm efetivamente acesso a dispositivos digitais e à internet;

b. Assegurar, em todas as plataformas/ferramentas utilizadas, a proteção de dados dos alunos;

c. Perceber que o aluno, no ensino online, tem um apoio do professor diferenciado em relação àquele que tem num sistema presencial, pelo que o docente deve ponderar o grau de exigência e o tipo de tarefas;

d. Evitar transpor os exercícios que os alunos fariam de forma presencial para o ensino online, uma vez que o feedback e o apoio concedidos pelo professor são diferentes, bem como os tempos de concentração e empenho dos alunos na realização das atividades. De salientar que as tarefas e exercícios à distância demoram mais tempo a concluir em casa, pelo que não devem ser solicitados exercícios online em número superior aos exigidos em contextos convencionais, por forma a evitar a sobrecarga quer na sua quantidade quer na sua pouca variedade. Esta situação apenas resolve o problema hipotético do cumprimento do programa/currículo por parte dos professores, não significando que o aluno aprenda.  

Não esquecer também que a autonomia dos alunos mais novos é mais reduzida. 

No caso da educação pré-escolar, deve ser mantida uma comunicação regular (por email, contacto telefónico, chat ou videoconferência) com os encarregados de educação, de modo a aferir o bem-estar das crianças e a sua disponibilidade para as acompanhar. O educador deve sugerir atividades e tarefas que promovam a aprendizagem, a partilha entre pares e a criação de rotinas escolares.

No caso dos discentes do 1º e 2º anos, o docente deve ter em consideração que a realização das atividades solicitadas não pode depender do papel e competências dos encarregados de educação.

e. Prever a promoção de atividades colaborativas (por ex. trabalhos de grupo) adequadas às características da turma uma vez que estas proporcionam contextos de interação e de convívio, quebrando o isolamento em que os alunos se encontram.

Para os discentes que, por algum motivo, estejam impossibilitados de realizar trabalhos de grupo, devem ser-lhes apresentadas alternativas no que diz respeito a esta modalidade de trabalho (por ex., permitindo a estes alunos que realizem o trabalho individualmente).

As estratégias têm de ser inclusivas, devendo promover a participação de todos os alunos;

f. Garantir a equidade e inclusão de todos os alunos, devendo os DT/ PTT/ Educadoras titulares articular com a Psicóloga escolar as metodologias mais adequadas para acompanhar os alunos que frequentam a turma, ao abrigo do DL n.º 54/2018, de 6 de julho, na sua redação atual, e que beneficiam de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão (com especial atenção aos discentes que têm medidas especiais);

g. Partilhar com os outros professores, especialmente com o Diretor de Turma (DT) / Professor Titular de Turma (PTT), as tarefas propostas, integrando-as idealmente num projeto de turma, de forma a evitar o esforço e sobrecarga em tempo e em tarefas, provocando a “desconexão” do O DT /PTT desempenha uma função central ao nível da articulação entre professores e alunos, garantindo a monitorização das tarefas realizadas pelos alunos e o contacto com os pais/encarregados de educação;

h. Evitar a sobrecarga de atividades, devendo ser respeitado a carga horária dos alunos;

 i. No sentido de viabilizar uma maior coordenação com a vida familiar, a hora de almoço será dilatada e abrange o período que decorre entre as 12h15 e as 14h para todos os ciclos de ensino e educação pré-escolar.

 Neste contexto, todas as aulas do 5.º ao 12º ano, previstas realizar entre as 12h20 e as 13h05 passarão a ser realizadas das 16h30 às 17h15.

 j. Todas as atividades letivas serão iniciadas pelas 9h e o seu término ocorrerá, conforme as turmas e dias às 16h30 ou às 17h15.

k. Como medida orientativa recomenda-se a seguinte distribuição da carga horária letiva:

Componente letiva

 

Disciplina

Carga horária semanal

(ensino presencial)

Carga horária semanal (ensino online)
Síncrono

Assíncrono

ou

Apoio em grupos reduzidos

Trabalho autónomo dos alunos e professores

n.º de horas

1/3

1/3

1/3

 eitos:

Ensino online síncrono – Através da web conferência o professor ministrará a aula e os alunos, via WEB, irão ver e ouvir sua palestra e ver as suas apresentações. Podendo realizar perguntas e discussões globais. Este modelo é o que mais se assemelha ao ensino presencial.

Alunos e professor estão à mesma hora no mesmo ambiente virtual, podendo interagir e permitindo que os alunos ordenadamente coloquem dúvidas.

Ensino online assíncrono – O professor não necessita que todos os alunos estejam à mesma hora online. Permite que os discentes desenvolvam as suas aprendizagens de acordo com o tempo atribuído e trabalho, enquanto retira dúvidas e presta apoio específico a alguns alunos.

Neste conceito o professor pode gravar as aulas ou apresentar filmes ou outros “mídia” e não precisa de estar online em simultâneo com os alunos.

O tempo restante para a carga letiva horária semanal deve ser preenchido pelos alunos com atividades atribuídas pelos professores e, pelos professores corrigindo trabalhos dos seus alunos.

Ter ainda em consideração os seguintes aspetos na conceção do horário dos alunos em trabalho à distância:

  •  Todos os docentes devem entregar as tarefas aos alunos na justa medida da sua capacidade de realização, indicando um prazo de entrega, de modo a permitir uma flexibilidade na gestão do tempo e dos equipamentos tecnológicos dentro de cada núcleo familiar;
  • Cada docente deve apresentar-se no início da hora da respetiva aula, para a realização da sessão síncrona, por videoconferência, com a seguinte duração: 20 min. – 1º ciclo / 30 min. – 2º e 3º ciclos (tempos recomendados pela UNESCO). Nas disciplinas de Português e de Matemática (1º, 2º e 3º Ciclos), devendo seguir-se a atribuição de trabalho individual ou em grupo, conforme se revele mais adequado.
  • Caberá ao professor da disciplina adequar o trabalho a realizar, ao tempo previsto para a respetiva aula, evitando atribuir trabalho suplementar.
  • Caso o docente não consiga realizar alguma sessão por motivos devidamente justificados (ex.: avaria de equipamentos tecnológicos, dificuldade na utilização de software, etc…), deve de imediato comunicar com o Departamento de Informação e Comunicação e dar conhecimento à respetiva Direção de Ciclo de outras faltas ou impedimentos.
  • O docente deverá gerir com cada turma o horário a que decorrerá cada sessão. Esta indicação deverá ser registada de forma clara na plataforma Google Classroom.

2.  Conceção de Recursos

  1.  Privilegiar, sempre que possível, e consoante as características da turma, atividades que favoreçam o desenvolvimento de competências transversais e interdisciplinares, de forma integrada e articulada;
  2. Privilegiar os meios tecnológicos já utilizados anteriormente e com os quais os alunos possam já estar familiarizados;
  3. Criar tarefas curtas e dinâmicas (com vídeos, apresentações…) e, sempre que a disciplina o permita, com mais atividades de projeto e de construção de conteúdos por parte dos alunos, sempre com feedback por parte do professor (é imperativo este feedback num ambiente online).                                                                                                                                                                  Qualquer trabalho solicitado deve posteriormente ser devolvido com uma proposta de correção.
  4. Levar o aluno a manipular “offline” diversos recursos multimédia (textos, vídeos, podcasts, infografias…), de forma a diversificar as interações. No que diz respeito à diversificação de recursos e tarefas, estes devem privilegiar modelos ativos, que pressuponham o visionamento de pequenos vídeos sobre um tópico a compreender (Khan Academy, RTP Ensina, plataformas da Leya e Porto Editora…) seguido de um conjunto de atividades que visam a aferição e ou reflexão do que foi visualizado ou compreendido (Quiz, Google Forms, Fóruns de discusão…);
  5. Evitar o uso de várias aplicações (apps) e plataformas (nunca mais de 1 plataforma, por turma, a não ser que tal se venha a revelar impossível, por insuficiência da mesma ou instabilidade por utilização excessiva, evitando-se assim a criação de contas e logins desnecessários que tornam o processo de aprendizagem confuso e incoerente;
  6. Evitar a utilização de vídeos muito longos (por ex., vídeos com uma duração superior a 10 min.), bem como o recurso exclusivo a textos informativos demasiado longos;
  7. Usar, em todos os recursos utilizados, uma linguagem clara e objetiva, por forma a ser entendida por todos os alunos.

3.  Orientação dos Alunos

  1.  Identificar, em todas as tarefas, os objetivos da aprendizagem, recorrendo também a instruções claras, sucintas e de fácil leitura/compreensão;
  2. Indicar o tempo previsto para a realização da tarefa e a data limite para a conclusão da mesma;
  3. Limitar as sessões síncronas ao essencial (por ex., consolidação das aprendizagens; explicitação de novos conteúdos; esclarecimento de dúvidas;) e com duração, por cada intervenção, não superior ao tempo indicado na tabela.

4.  Gestão da Comunicação e das Interações

  1.  Gerir as expectativas de interação sobre dúvidas extra aprendizagem, definindo o prazo de resposta aos alunos e encarregados de educação.                                                                                      Esta interação deve ocorrer durante o horário de teletrabalho do docente, devendo estabelecer-se um horário para esclarecimento de dúvidas, o qual deve ser respeitado;
  2. Em caso de ausência de interação com os alunos, o professor deve registar a respetiva falta e comunicar esta situação ao DT/PTT.
  3. Todas as interações devem ser registadas em sumário, no próprio dia.

5.  Feedback e Avaliação

  1.  Não esquecer que as atividades devem contemplar a função de avaliação da dinâmica de ensino e aprendizagem, podendo ser realizadas, por exemplo, com a produção de um trabalho multimédia, narrativas digitais, infografias, esquemas mentais, murais interativos, questionários online…;
  2. Dar feedback formativo frequente aos alunos, uma vez que estes têm de saber que o professor acompanha o seu trabalho;
  3. Manter os pais/E.E. informados acerca do percurso dos alunos, evitando a sobrecarga de informação, (os docentes podem veicular as informações aos E.E. através de email, ou através da plataforma de aprendizagem que têm estado a utilizar);

C)  Apoio técnico e pedagógico aos professores

Como até aqui, os docentes podem sempre recorrer ao apoio dos elementos responsáveis pelo Dep. de Informação e Comunicação para os ajudar a superar dificuldades pontuais no acesso às Plataformas Meet e Google Classroom ou outras que eventualmente tenhamos de vir a adotar.

Relativamente ao apoio pedagógico; o trabalho colaborativo dos docentes e o papel das Direções Pedagógicas e de turma assumem um papel primordial na definição de estratégias e de conteúdos essenciais que vão ao encontro das competências referidas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória.

 A  EITV utilizará a plataforma para vídeo conferencia Meet e eventualmente no futuro, se necessário, a Skype, Zoom ou a Webex. Todas têm vantagens e inconvenientes, e são a preferência de uns ou de outros, contudo a opção teve como objetivo, poder por em comunicação o maior número possível de alunos e professores e capacitar ambos no sentido de nos podermos vir a adaptar rapidamente, a problemas que decerto irão novamente surgir, no momento em que muitas escolas passem a usar a mesma plataforma, obrigando-nos a avançar ou retroceder nas nossas escolhas, em função daquela que a cada momento possa melhor estar a corresponder às nossas necessidades de ligação aos alunos.

Cada um tem as suas preferências, é certo, mas é necessário corresponder e uniformizar para todos os alunos de cada turma, ciclo e escola, pelo que não é útil, nem pedagogicamente desejável que cada professor utilize a da sua preferência ou se deixe arrastar para um experimentalismo que só traria perturbação ao sistema.

Por outro lado, é preciso ter consciência de que existem diversas variáveis (equipamento, qualidade e velocidade da transmissão, definição da qualidade da imagem, etc..) que podem influenciar a má qualidade da transmissão para um ou outro aluno. Isso é um problema que se pode e deve tentar resolver, na medida em que o mesmo possa estar do lado da transmissão, contudo outros haverá que estão do lado do recetor. Para esses terá de haver compreensão, de parte a parte e procurar depois, proporcionar apoio alternativo aos alunos.

Não há que ter receio, de eventuais mudanças, pois na internet encontra com facilidade tutoriais em português para a sua utilização, no sentido de capacitar e apoiar os alunos e docentes nas plataformas de aprendizagem, como as existentes para as que de momento estão adotadas pela EITV, o Meet e Google Classroom e aplicações anexas, disponibilizamos aqui alguns tutoriais, meramente indicativos.

  • Plataforma Google Classroom:

D)  Monitorização e avaliação do plano.

 A monitorização e avaliação do plano terá em consideração os seguintes aspetos:

  1. Preenchimento, por todos os docentes, dos respetivos Sumários no PAEE, sendo cada Diretor de Turma responsável pela monitorização do preenchimento;
  2. A sincronização dos alunos com o Diretor de Turma; que deverá ocorrer uma vez por semana, num dos horários do mesmo para aferir dificuldades e incumprimentos. O Diretor de Turma e os EE podem reportar, na hierarquia, sempre que se justifique, possíveis desconformidades, problemas ou dificuldades.
  3. Comunicação ao Departamento de Informação e Comunicação de qualquer dificuldade na utilização das plataformas usadas pelos docentes;
  4. Indicação quinzenal, ao DT, dos alunos que não realizaram as tarefas;
  5. Indicação quinzenal, pelos DT, às Direções de Ciclo, dos alunos e EE que continuam incontactáveis;
  6. Comunicação/Auscultação quinzenal da Psicóloga Escolar, no sentido de aferir das dificuldades detetadas no apoio aos alunos;
  7. Preenchimento de questionários da DGEST.

Nota: Relativamente aos alunos que venham a ser detetados com problemas de conectividade, infraestrutura ou outros, devem os mesmos ser sinalizados às respetivas Direções de Ciclo para procedimento em conformidade.

Eitv, 01 de fevereiro de 2021

A Direção

Citação:

“Perante um problema, a atitude desejável é a de cada um se questione, no sentido de identificar o que é que pode fazer para ajudar a resolver esse problema e agir nesse sentido.”

Projeto Educativo da Eitv

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